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Jardim-MS Sábado, 31 de Julho de 2010
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29/09/2009
Empresários de Jardim exercitam comunicação e reaprendem a cooperar em um dos mais procurados destinos turísticos do Brasil
  Carlos Henrique Braga
Lado a lado, os recortes de canos de PVC formaram um só caminho para a pequena bola de plástico que deslizava até o balde. A dinâmica exigiu comunicação e cooperação entre os integrantes da equipe formada por empresários e trabalhadores do comércio de Jardim, interior de MS. Durante a manhã do último domingo (27), eles tomaram o gramado da sede do Rio da Prata - concorrida atração turística do Parque Nacional da Serra da Bodoquena – para atividades que podem fazer os negócios seguir no rumo certo.

Unidos, os canos formam um só caminho para a bola; se alguém errar a mão, todo o trabalho se perde e é preciso recomeçar. “A ideia é que vocês favoreçam uns aos outros aqui e na vida profissional”, explica Ana Trevelin, uma das coordenadoras da atividade ao ar livre promovida pelo projeto Varejo em Ação, do Sebrae.

“A principal dificuldade do varejo em Jardim é se unir para realizar. A união, começando por aqui, pode nos ajudar a usar todo o nosso potencial”, acredita Eugênio Durigon, produtor rural e presidente da Associação Empresarial de Jardim – AEJAR.

“Jardim é uma das maiores cidades da região e seu varejo tem grande potencial. Acreditamos que a cidade pode ser referência para as outras, em atendimento, inovação e crescimento e, por isso, apostamos nas pessoas que fazem o comércio ser uma das principais atividades locais”, diz o técnico do Sebrae, Adelino Costa Marques, que acompanhou o grupo.

O corre-corre para cumprir as tarefas também é útil para fazer contatos. “Aproximar o grupo é muito importante, geralmente as pessoas não comparecem às reuniões em Jardim”, conta o empresário Blasio Gregory, dono de duas papelarias. Ele é um dos integrantes do comitê gestor do Varejo em Ação – Jardim, e já vê mudança após o início das ações na cidade. “Depois que mudei o visual no interior da loja, com a ajuda de uma consultora do Sebrae, passei a vender mais”, diz.

“Precisamos aprender a planejar para poupar tempo e recursos, evitando desperdícios e retrabalho”, analisa Hamilton Menezes, outro coordenador das dinâmicas. Dicas como essa foram dadas ao final de cada atividade, na hora do processamento, o momento de sentar em roda e discutir o desempenho da equipe – e como isso pode refletir no balcão. “Isso pode inspirá-los a transformações”, acredita a consultora Ana.

Depois do almoço, o aprendizado continuou na água. Divididos em quatro grupos, os participantes seguiram para a flutuação no rio Olho D’Água. Por debaixo da água, o mundo de peixes como piraputangas e curimbatás está ao alcance dos dedos; mas é melhor não tocar: movimentos bruscos podem interferir no passeio do colega da frente e no modo como a vida segue naquele habitat.

Até o Rio da Prata - onde a água fica fria e os visitantes podem chegar a sete metros de profundidade com a ajuda de um cilindro de oxigênio – são quase duas horas.

Fonte: Sato Comunicação

 
 
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